TAROT – uma conversa com o universo


Desde que me conheço por gente sou fascinada pelo mundo holístico, suas energias invisíveis, seus símbolos e sabedorias ancestrais. São conexões e práticas que vão muito além do concreto racional em que nos enredamos (e perdemos) todos os dias.

Oráculos, astrologia, numerologia, terapias alternativas e uma infinidade de outras ferramentas sempre brilharam meus olhos. Mas, lá no fundinho, também sempre me deixavam com um pé atrás. “Será que isso funciona mesmo?” (confessa: você já fez essa pergunta também!)

O TAROT foi o que abriu a porta do {CONFIAR} pra mim e conseguiu, na prática, mostrar que esse invisível pode – sim – nos ajudar muito. Há pouco mais de um ano comprei meu próprio deck (baralho) e passei a estudar as cartas mais a fundo, utilizando-as no meu dia-a-dia. A partir daí meu entendimento e visão a respeito mudaram.


O tarot não é um guru (quem trabalha com ele também não), não é ligado à religião, não é terapia, nem adivinhação. O tarot, na minha visão, é uma FERRAMENTA DE AUTOCONHECIMENTO, que pode ajudar a trazer clareza e maior entendimento sobre fatos, sentimentos, dúvidas que vira e mexe aparecem na nossa vida. As cartas usam uma linguagem simbólica – ARQUÉTIPOS – que falam do nosso inconsciente pessoal e coletivo (segundo Freud, o ser humano funciona cerca de 10% no consciente e 90% no inconsciente. E Jung, aluno de Freud, foi profundo estudioso dos arquétipos e usava o tarot como instrumento terapêutico).


No inconsciente moram nossas energias psíquicas – todos os pensamentos e sentimentos que experimentamos ao longo da vida, e com o tempo esquecemos ou enterramos. A partir dessas energias criamos crenças, bloqueios, medos, culpas e um sem fim de distorções que vão enrolando nosso caminhar ao longo da vida. Com o tarot conseguimos “ler” essas energias inconscientes, criando uma ponte de entendimento: compreender melhor o que acontece fora a partir do que estamos sentindo e vivendo dentro. Porque tudo sempre diz respeito a nós.

Tudo que acontece na nossa vida é sempre resultado de um comando que parte de dentro, mesmo que não tenhamos consciência disso. Por isso nosso livre arbítrio é soberano. OU deveria ser. O que geralmente ninguém conta é que ele é acionado de várias formas e a mais poderosa delas vem das emoções, que dão o comando sem consulta prévia. Sentiu, atraiu, para o bem e para o mal.

O tarot, nessas horas em que nos perdemos de nós mesmos e do que realmente queremos para nossa vida, pode ser um grande aliado. Se faz sentido pra você e quiser ajuda, chama para conversar.

COMO FUNCIONA:

  • As sessões acontecem com agendamento prévio e podem ser
    • PRESENCIAL – em Nova Petrópolis – Viver Leve Espaço de Yoga e Terapis
    • ou ONLINE – de forma a combinar.
  • VALOR: R$ 95,00 (atendimento online com depósito prévio).
  • AGENDAMENTO pelo whattsapp – (54) 98126.6169.

“Bordando sua História” – Workshop de BORDADO livre e autoral

O WORKSHOP será um lindo encontro presencial de CONEXÃO, CRIAÇÃO e EXPRESSÃO PESSOAL. Dois dias para se conectar com você mesma(o), sua história de vida, ancestralidade e, a partir dessa bagagem, despertar toda sua criatividade usando o bordado livre e autoral como ferramenta. Cada um vai criar seu próprio projeto, escolher cores e pontos (depois de estudarmos a respeito e praticarmos) e executá-lo, do início ao fim. Se você já borda ou nunca fez isso na vida, não importa. Tudo que precisa é estar aberto a novos aprendizados e vivências. Venha! Você é muito bem vinda(o) a essa nova parceria entre o Viver Leve Espaço de Yoga e Terapia (Ariadna Scunderlick) e o blog Viver e Contar (Lu Raimann Soares).


DETALHES:


  • DATA: 17 e 18 de AGOSTO – sábado e domingo
  • HORÁRIO: inicio às 9h  ||  término entre 17h e 17:30h
  • LOCAL: Viver Leve Espaço de Yoga e Terapia, em Nova Petrópolis
  • VAGAS: 8
  • KIT INCLUSO p/ cada aluna(o): linhas para bordar, tecido de 50cm 50cm (algodão cru), folhas de ofício
  • MATERIAL DISPONÍVEL P/ USO DURANTE AS AULAS: bastidores, agulhas, tesouras, lápis, borracha, régua, carbono
  • INSCRIÇÃO: acesse a ficha a aqui. Qualquer dúvida ou problema, é só chamar – (54) 98126.6169 (Lu)
  • INVESTIMENTO: R$ 185,00 / pessoa – pagamento aqui (via Paypal)

PROGRAMAÇÃO:

DIA 1 – 17/08Apresentação  |  Conexão  |  Criação

  • das 9h às 12h – um conversa de aproximação, integração e presença. Vamos saber um pouco uma da outra, lembrar de quem somos, de onde viemos e criar conexão com nosso mundo interno através de um relaxamento e meditação guiada. 
  • 12h às 13h – intervalo para almoço (livre, não incluso no valor)
  • a partir das 13:15h – CRIAÇÃO – cada aluna(o) vai criar seu próprio projeto de bordado, a partir dos insights vividos de manhã. Não se preocupe, não existem pré-requisitos, certo ou errado. Todos somos seres criativos e capazes de criar. Tudo de que precisamos já existe dentro de nós. 
  • intervalo para um café
  • Após o intervalo – ESTUDO DE CORES – o que é cor, tons análogos e complementares, círculo cromático, conexões energéticas das cores. Como você conversa com as cores? Quais as cores que seu projeto está pedindo?

DIA 2 – 18/08Práticas e Execução

  • das 9h às 12h:

– estudo e prática de pontos de bordado – possibilidades, variações e técnicas

– definição dos pontos para o seu projeto e início da execução do seu bordado

  • 12h às 13h – intervalo para almoço (livre, não incluso no valor)
  • a partir das 13:15h – EXECUÇÃO – vamos bordar até cansar! iuhuuuu!
  • intervalo para um café
  • Após o intervalo – ACABAMENTOS – possibilidades de acabamento e finalização do seu projeto. 
  • Em torno das 17h – 17:30h – Encerramento

Serão dois dias especiais, leves, com certeza muito divertidos e de grandes aprendizados e trocas. Vem!

Os PORQUÊS que nos movem

Pra começar, o PORQUÊ é um cara que todo mundo deveria conhecer e manter por perto. Aquele amigo pra ficar ali, a postos, pronto pra ajudar quando você precisa. O parceirão capaz de entender onde está o nó que te mantém amarrado e a dificuldade em conseguir desatá-lo. Pra depois te ajudar a sair do lugar.

Só que, para o PORQUÊ colaborar, precisa antes saber como encontrá-lo. E tem um macete aí. Ele só chega através de outro cara (o irmão mais velho eu acho), um questionador que vem sempre assim, antes, separado e carregando uma interrogação com ele – o { por que? }

Esse aí, o separado, vem antes justamente pra mostrar que estamos confusos, sem entender o que está acontecendo. Igual quebra-cabeças, que recebemos em partes, separado, fragmentado. O começo é animado, mas geralmente, em algum ponto, empacamos, inventando mil e uma desculpas pra não continuar. E toda vez que olhamos as partes espalhadas, vem a culpa e o arrependimento de não continuar.

A coisa melhora quando conseguimos persistir. Quando juntamos paciência e perseverança suficientes pra encontrar as peças que se encaixam. Assim que as reunimos, o todo se forma e tudo faz sentido.

Essa é a hora em que a chave vira e o { por que? } vira O PORQUÊ. Maiúsculo, presente, explicativo e justificativo. É o motivo, a base, o quebra-cabeças pronto, montadinho. A imagem mental que você olha, respira fundo e se convence – “OK. É por isso que vou continuar.” O momento do empurrão ou do “chute na bunda” (às vezes é só o que funciona!) que te joga pra frente e aciona o movimento. Se não mover, não convenceu. Se não convenceu, o PORQUÊ não é seu. Você o pegou emprestado e não está servindo.

Ah é – esqueci de mencionar – os PORQUÊS são únicos e intransferíveis. Os seus são só seus e não servem pra mais ninguém. Então, seguir moldes alheios é fria.

Experimenta. Faz um teste drive. Quando estiver empacada(o), precisando de respostas, questione. Só não se aflija se o seu PORQUÊ não chegar imediatamente. Ele saca das coisas. Tem momento certo. Chega quando você estiver preparada(o) pra entender o que ele tem pra te dizer.  

Pra mim tem funcionado.



Amar não é sobre o outro, é sobre você

12 de Junho / 2019 – DIA DOS NAMORADOS.

Pelo calendário das 13 luas (sincronário da paz) – dia do CACHORRO SOLAR BRANCO – o pulsar do amor incondicional. Não, nenhuma coincidência. É a mais pura sincronia mesmo.

O amor está no ar… e bombando. “O DIA” pra jogar luz sobre nossos relacionamentos e sobre nós mesmos dentro deles.

O Cachorro sabe quem gosta dele de verdade e quem não. Ele sente. Ama IN-condicionalmente, sem (pré)condições e com as condições possíveis. Está sempre ali, presente, pronto pra demonstrar o que sente, o quanto sente, independendo do que vier depois. Ama, protege, cuida. Vive esse amor com todo coração, desapegado de julgamentos e exigências. Ele está ali porque quer estar. Simples assim. Um amor leal, sincero, que se alegra nas reciprocidades, nas pequenas diversões e demonstrações de todo dia.

Não somos cachorros e nem de longe fofos assim. Mas há nesse arquétipo uma lição de amor para nós humanos que ainda não aprendemos bem. Especialmente se considerarmos o “poder extra” que temos à disposição – nosso livre arbítrio.

Amar é estar onde e com quem queremos estar. Com quem nos faz uma pessoa melhor. Com alguém que nos complete com suas diferenças. Porque completar não é ser igual, é justamente ser-fazer-sentir diferente. É o Yin e o Yang que se encontram e se misturam, mas nunca se fundem. Cada um é um e, para encontrarem harmonia, ambos precisam manter viva a sua individualidade. Uma dança em par que exige eternos ajustes de movimento, limites e sincronia.

Por isso, amar não é sobre o outro. É sobre você mesmo.

É, antes de tudo, saber do que você precisa para ser feliz. Saber o que te move e sobre os seus limites. Perceber do que é capaz, ou não, de abrir mão para estar onde e com quem deseja estar. O que vale à pena e sustenta sua alegria de viver e o que não. Saber o porque de estar aqui e agora, nesse lugar, com essa pessoa. E porque isso faz todo sentido do mundo nesse momento.

Amar, transpor, respeitar, ser fiel a uma relação com o outro parte sempre de uma escolha. Uma escolha que geralmente só conseguimos sustentar quando sentimos tudo isso por nós mesmos antes. Por uma simples razão: se não somos capazes de oferecer-demonstrar-viver esse amor a nós mesmos, como exigimos que o outro faça esse movimento?

Escolher estar numa relação que nos mantém pequenos, encolhidos e em sacrifício constante é auto-mutilação. E precisar que o outro seja menor e siga nossa cartilha de ideal de pessoa é um tiro no pé (tudo que você não gosta no outro nada mais é que um reflexo seu).

Por isso, nesse resto de dia tão cheio de amores, proponho você lembrar do PORQUE AMA – a você mesmo e a quem está ao seu lado. Se as respostas te fizerem sorrir – vá em frente e AME AINDA MAIS, desmedidamente, o tanto que for capaz. Se as respostas não forem lá essas coisas, AME MESMO ASSIM, principalmente a si. Esse amor vale muito mais do que você imagina. E à medida que ele for sendo reconstruído, o amor do outro – e pelo outro – também renascerá.

Feliz Dia dos Namorados!

Os cabelos que me levam

Eu sei: sou eu que levo a eles. Mas a sensação é de que eles sempre chegam na frente. Como se sentissem as mudanças internas acontecendo e precisassem logo anunciar ao mundo. Aparece uma vontade incontrolável de mexer no corte, na cor, no estilo.

Lembro de vários momentos em que isso aconteceu.

Quando eu era menina sonhava com lindos e volumosos cachos. Tomava banho, enchia os cabelos de trancinhas bem fininhas e ia dormir, com ele molhado mesmo. A esperança era que, na manhã seguinte, as tranças tivessem feito mágica e transformado meus longos e lisíssimos fios.

Transformavam sim, mas obviamente não no que eu queria. O máximo que sempre consegui foram ondinhas, que não duravam mais do que duas horas.

Sempre recebi elogios pelos longos cabelos dourados. Acho que ajudaram a conquistar o marido inclusive. Mas sempre brilhei os olhos pros cachos. Mania essa que a gente tem de viver querendo a grama do vizinho.

Esse cabelo levei até a maioridade. Com 18 ele estava tão surrado que uma japonesa nem precisou de muito pra me convencer a cortá-lo. Ficou na altura dos ombros. E só não ficou mais curto porque convenci a moça a ir devagar com a tesoura. Pensando agora, acho que foi uma das primeiras “radicalizadas” da minha vida.  Quase perdi o futuro marido com ela (era recém namorado ainda), porque ele odiou e porque eu quis matá-lo por isso. Mas eu não ia voltar do outro lado do mundo a mesma pessoa … ora bolas!

Dali pra frente os fios nunca mais foram além dos ombros. Pelo contrário, morri de amores pelos curtos e super curtos.

A Claudia cansou de olhar fotos que eu levava como referência. “Quero igual ou o mais perto que der”. Ela até tentava me dissuadir, mas não funcionava muito.

Mesmo assim, o amor pelos cachos ainda dormia em mim. Pedi uma filha que os tivesse. Que herdasse o cabelo do pai. E não é que fui atendida?! (E ela os ama – Amém!)

Além de cortar a toda hora sempre usei tintas, mas era básica, conservadora. Variava apenas dentro da mesma paleta de cores do cabelo. Até o dia em que outra mudança grande se anunciava – acordei com espírito de ruiva! Marido achou o máximo e eu fui!

Voltei num misto de estranhamento-susto-expectativa-entusiasmo. Levei uns dias pra me acostumar. Mas fui gostando cada vez mais. Achei identificação.

Interessante mesmo foi a reação dos outros – os mais de perto foram os que menos gostaram (com exceção do marido, ufa). Acho que acostumam com a gente de uma certa forma e criam uma imagem/expectativa que – suspeito – poucas vezes é real. Mudanças assustam. Acho que se perde a sensação de segurança, como se não conhecêssemos verdadeiramente a pessoa que mudou.  E eu estava realmente me sentindo uma nova pessoa. Renovada.

Segui ruiva por uns 2 ou 3 anos eu acho, não tenho certeza (nomes e noção de tempo são um problema pra mim). Até que começou a cansar. E também a custar – tempo, dinheiro e a saúde do cabelo.

Novas mudanças se anunciavam. Chutei o balde e deixei ele largado no canto. Parei de pintar e parei de cortar. “Seja o que Deus e os cabelos quiserem. Vamos ver o que vai dar.”

Os grisalhos ganharam a sua vez. Os fios foram ganhando comprimento e tomando a forma que queriam. Claro que o secador sempre foi item de sobrevivência (do tipo que levaria pra uma ilha deserta), mas já não achava tão ruim o que o espelho me mostrava de manhã cedo.

Fui deixando. Libertei os cabelos e a mim também. 

E junto com a liberdade – que é TUDO DE BOM, mas a gente teima em podar com nossas neuras – a mágica inesperadamente aconteceu! Não vou chamar de cachos pra não forçar a barra. Mas um volume, ou bagunça volumosa, com certeza existe! Já tive esse corte antes, mas sempre precisei moldar com o secador pra dar forma. Ainda uso, mas tem dia que não preciso de nada, só passar os dedos ou dar uma amassadinha com pomada. E tenho voltinhas e volume e um cabelo esvoaçante! (palmas, palmas, palmas)

Há se eu soubesse… Tinha me alforriado antes!

Claro que já tenho planos de cortar! rsrsrsrsrs… Mas nada tão curto. Mais uma podada mesmo. Uma regulada no corte. Enquanto isso não acontece, sigo curtindo minha liberdade e as mágicas que ela faz. 

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