Choque de realidade

E se todas as suas vontades fossem atendidas nesse exato momento?

Se todas as suas dores, reclamações, necessidades e desejos fossem resolvidos?

Se a sua tão almejada liberdade e aquele tão sonhado sonho virassem realidade, aqui e agora?

Faça esse exercício! Imagine-se, teletransporte-se para essa realidade, mesmo que “só” imaginária por enquanto.

Qual é a sensação?
Nesse cenário você não tem mais tristeza, dor, angústia, falta, nem necessidade. Tudo foi suprido, atendido, resolvido, curado.

VOCÊ É E ESTÁ LIVRE!

Pode, enfim, VIVER!

Ir pra onde sempre quis, fazer o que sempre desejou, viver como sempre sonhou.

Como isso te parece?

Como é VIVER / SER LIVRE, em todos os sentidos e possibilidades que isso pode abranger?

O que – DE FATO – eu/você faríamos com toda essa liberdade, todo esse recurso e possibilidades?

Pare um pouco e absorva o que isso significa…


Confessa!

Assim como eu, você não faria e nem iria atrás de metade do que está na sua lista de exigências e reclamações de hoje. Boa parte do que está nesta lista perderia a importância, simplesmente porque estaria ali, ao seu alcance.

Tudo isso de que você, eu, tanto nos queixamos que dói, pode ser uma dor sim.  

Mas qual é a verdade por trás dessa dor? Quem realmente é o responsável por ela? Onde está o começo de tudo?

É mesmo aquilo/aquele/aquela que você elegeu como culpado? Ou é você usando “a mão” da situação ou do outro pra ferir a si mesmx e, com isso, ganhar a atenção que tanto precisa?


Precisamos tanto ser vistos, reconhecidos e amados, como especiais e únicos, que arrumamos mil artimanhas e artifícios pra conseguir isso. Mas assumir a autoria – a responsabilidade – sobre o ato, não é uma delas. Assumir a verdade por trás do que ansiamos tanto, quase nunca é uma opção.

Talvez porque seja difícil olhar-nos com verdade e encarar que somos só mais um grão na areia da praia. Que não somos a última bolachinha do pacote, porque o pacote nem existe. Ninguém é a última. E todos somos.

Estamos todos na mesma praia, com exatamente as mesmas dores, necessidades e carências. Como nos sentimos “não vistos”, começamos a disputar espaço no grito. O que não resolve nada, só cria uma confusão sem tamanho.


Mas como resolver então?

Se a resposta fosse simples, seríamos uma raça mais feliz e evoluída.

Aliás, acho que a resposta até é simples, botar em prática é que não é muito.

Se estamos todos aqui juntos, IGUAIS – seja como grãos de areia, bolachas ou outra coisa qualquer – mas juntos e iguais… imagino que exista uma razão pra isso.

Consegue, daí, imaginar qual seja?

Qual é a sua teoria a respeito?

Daqui, tenho um palpite… baseado nesse espacinho da praia onde eu vivo como grão, e tudo que daqui consigo ver, sentir e experimentar:

VIEMOS CRESCER!

Viemos pra nos responsabilizar pelo que nos cabe fazer e viver como grãos ou bolachas.

O que eu posso fazer (como uma entre muitos) pra cuidar da minha vida, que fala de ser grão ou bolacha, mas que tem tantas ambições e desejos, e muitas delas tão “maiores” do que ser apenas um grão ou uma bolacha?

Meu bem!

Comece sendo e vivendo como um grão ou uma bolacha. Você não conseguirá experimentar nada além disso se não começar por aí. Entre muitas coisas, foi pra isso que você veio.

“Mas dá para ser mais?” Oohh se dá! A vida quer que sejamos.

Mas não dá pra começar pelo mais. O começo é o que há, o que é, o que está nesse pedaço da praia ou do pacote em que cada um de nós vive hoje.

Qual é a sua situação como grão ou bolacha nesse exato lugar e momento?

Daqui, do meu momento, estou caindo na real sobre o quanto eu estava gritando no meio da galera toda.  

Publicado por Lu Raimann Soares

{ Não deixar a vida pra depois! } Depois que decidi (levei 40 anos pra isso!) tenho me esforçado para manter algumas coisas presentes todos os dias: respirar fundo e com vontade, caminhar, meditar, me manter flexível (o corpo, a mente, a alma) e o mais leve que conseguir. Botar ordem no que for possível, fazer coisas que me inspiram - o que inclui usar minha imensa curiosidade sobre o mundo pra absorver tudo que eu puder - e agradecer por tudo e todos que me fazem uma pessoa FELIZ e um ser HUMANO MELHOR. O VIVER E CONTAR surgiu dessa decisão. Num momento da vida em que dobrei a esquina e decidi mudar de direção. Precisava viver. Sem todos os medos e aflições que sempre tive. Mas pra isso, precisava antes visitar lugares que nunca tinha ido. Lugares internos, profundos, de autoconhecimento. Lá encontrei muitos espelhos, que me colocaram frente a frente com faces minhas que nem sabia que existiam. Algumas bem difíceis de ver, várias menosprezadas e outras bem surpreendentes. Muitos aprendizados vieram. E um tempo de reclusão e introspecção. Mas a vida não expande apenas para dentro. Ela vive para fora. Precisa fluir na direção do que faz crescer. As percepções e aprendizados precisavam sair e serem compartilhadas. E aqui estou. Posso dizer que estou me (re)encontrando, (re)conhecendo, (re)conectando. E a principal reconexão foi com minha essência feminina, que tem ganhado voz de várias formas: na minha arte com linhas e bordados, nas linhas escritas, no tarot, nas vivências e encontros que a vida traz, na grande vontade de absorver e experimentar os inúmeros conhecimentos e sabedorias que despertam meu coração. Viver e Contar é um plano simples. Uma troca. Se você chegou aqui, sinta à vontade para participar. Vou adorar te conhecer.

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