Amar não é sobre o outro, é sobre você

12 de Junho / 2019 – DIA DOS NAMORADOS.

Pelo calendário das 13 luas (sincronário da paz) – dia do CACHORRO SOLAR BRANCO – o pulsar do amor incondicional. Não, nenhuma coincidência. É a mais pura sincronia mesmo.

O amor está no ar… e bombando. “O DIA” pra jogar luz sobre nossos relacionamentos e sobre nós mesmos dentro deles.

O Cachorro sabe quem gosta dele de verdade e quem não. Ele sente. Ama IN-condicionalmente, sem (pré)condições e com as condições possíveis. Está sempre ali, presente, pronto pra demonstrar o que sente, o quanto sente, independendo do que vier depois. Ama, protege, cuida. Vive esse amor com todo coração, desapegado de julgamentos e exigências. Ele está ali porque quer estar. Simples assim. Um amor leal, sincero, que se alegra nas reciprocidades, nas pequenas diversões e demonstrações de todo dia.

Não somos cachorros e nem de longe fofos assim. Mas há nesse arquétipo uma lição de amor para nós humanos que ainda não aprendemos bem. Especialmente se considerarmos o “poder extra” que temos à disposição – nosso livre arbítrio.

Amar é estar onde e com quem queremos estar. Com quem nos faz uma pessoa melhor. Com alguém que nos complete com suas diferenças. Porque completar não é ser igual, é justamente ser-fazer-sentir diferente. É o Yin e o Yang que se encontram e se misturam, mas nunca se fundem. Cada um é um e, para encontrarem harmonia, ambos precisam manter viva a sua individualidade. Uma dança em par que exige eternos ajustes de movimento, limites e sincronia.

Por isso, amar não é sobre o outro. É sobre você mesmo.

É, antes de tudo, saber do que você precisa para ser feliz. Saber o que te move e sobre os seus limites. Perceber do que é capaz, ou não, de abrir mão para estar onde e com quem deseja estar. O que vale à pena e sustenta sua alegria de viver e o que não. Saber o porque de estar aqui e agora, nesse lugar, com essa pessoa. E porque isso faz todo sentido do mundo nesse momento.

Amar, transpor, respeitar, ser fiel a uma relação com o outro parte sempre de uma escolha. Uma escolha que geralmente só conseguimos sustentar quando sentimos tudo isso por nós mesmos antes. Por uma simples razão: se não somos capazes de oferecer-demonstrar-viver esse amor a nós mesmos, como exigimos que o outro faça esse movimento?

Escolher estar numa relação que nos mantém pequenos, encolhidos e em sacrifício constante é auto-mutilação. E precisar que o outro seja menor e siga nossa cartilha de ideal de pessoa é um tiro no pé (tudo que você não gosta no outro nada mais é que um reflexo seu).

Por isso, nesse resto de dia tão cheio de amores, proponho você lembrar do PORQUE AMA – a você mesmo e a quem está ao seu lado. Se as respostas te fizerem sorrir – vá em frente e AME AINDA MAIS, desmedidamente, o tanto que for capaz. Se as respostas não forem lá essas coisas, AME MESMO ASSIM, principalmente a si. Esse amor vale muito mais do que você imagina. E à medida que ele for sendo reconstruído, o amor do outro – e pelo outro – também renascerá.

Feliz Dia dos Namorados!

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