Impotência de mãe

Como seria bom com um colo resolver tudo. Com um beijo aliviar o peso do teu peito e curar esse coração que se angustia sem saber porquê. Tão jovem ainda que é pra entender.

Teu coração, desse jeito, deixa o meu minúsculo. Encolhido, comovido, compadecido. Ah se funcionasse por osmose! Transferia tudo que passa aí dentro pra mim, mesmo sabendo que isso é a vida começando te ensinar a ser forte.

Queria te dizer que vai ficar tudo bem. Que já está. Que provavelmente é só tua mente em dias mais desgovernados. Ou começando a perceber que, às vezes, coisas sutis e invisíveis nos afetam mais do que imaginamos. Que o coração está pesado porque começa a experimentar emoções que ele desconhecia. E isso muda o jeito como vemos o mundo.

Queria te dizer que tudo bem. Isso faz parte e vai passar. Só que sei: no fundo isso não resolve. Não consigo carregar o peso por ti, nem aliviar teu coração só com o meu desejo. E isso me faz impotente. Um dos piores sentimentos que já experimentei.

O que posso é isso: te PROMETER – assim, maiusculamente – que sigo aqui, do teu lado. Colo, beijos, abraços e amor em prontidão. Não posso te livrar. E sei que nem devo. Mas, enquanto tu deixar, vou te acompanhar. É tudo que posso te dar, junto com meu coração.

Publicado por Lu Raimann Soares

{ Não deixar a vida pra depois! } Depois que decidi (levei 40 anos pra isso!) tenho me esforçado para manter algumas coisas presentes todos os dias: respirar fundo e com vontade, caminhar, meditar, me manter flexível (o corpo, a mente, a alma) e o mais leve que conseguir. Botar ordem no que for possível, fazer coisas que me inspiram - o que inclui usar minha imensa curiosidade sobre o mundo pra absorver tudo que eu puder - e agradecer por tudo e todos que me fazem uma pessoa FELIZ e um ser HUMANO MELHOR. O VIVER E CONTAR surgiu dessa decisão. Num momento da vida em que dobrei a esquina e decidi mudar de direção. Precisava viver. Sem todos os medos e aflições que sempre tive. Mas pra isso, precisava antes visitar lugares que nunca tinha ido antes. Lugares internos, profundos, de autoconhecimento. Lá, encontrei muitos espelhos, que me colocaram frente a frente com faces minhas que nem sabia que existiam. Algumas bem difíceis de ver, várias menosprezadas e outras bem surpreendentes. Muitos aprendizados vieram. E um tempo de reclusão e introspecção. Mas a vida não expande apenas para dentro. Ela vive para fora. Precisa fluir na direção do que faz crescer. As percepções e aprendizados precisavam sair e serem compartilhadas. E aqui estou. Hoje posso dizer que me reencontrei. E a principal reconexão foi com minha essência feminina, que tem ganhado voz de várias formas: na minha arte com linhas e bordados; no tarot, parceiro fiel na conexão com o grande invisível que existe em nós e no universo; nas vivências e encontros que tenho planos de promover com mulheres F*** que encontro pelo caminho. Viver e Contar é um plano simples. Um troca. Se você chegou aqui, sinta à vontade para participar. Vou adorar te conhecer.

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