O poder do silêncio

Eu acredito no poder do silêncio.

Aprendi a acreditar ali atrás, umas duas ou três esquinas antes.

Até chegar aqui andei por vários caminhos e, em todos, algum barulho me incomodava.

A princípio nada grave, mas, de repente, lá estava eu, tentando não prestar atenção aos incômodos.

Talvez fossem meus ouvidos desenvolvendo maestria. Porque, à medida que aquietava, os incômodos diminuíam, e o que eu ouvia se multiplicava.

Seguindo adiante, senti recuperar minha capacidade de ver (sim, eu uso óculos), especialmente o que vinha de dentro.

E vou te dizer: essa conexão entre os sentidos é mesmo algo de poder, porque daí ao sentir foi um pulo. Aliás, deveriam sempre andar de mãos dadas.

Quando chegou ao coração, remexeu tudo: fui capaz de ouvir, sentir e ver, tudo de uma vez.

É um negócio maluco!

Leva tempo e faz a gente entrar em surto.

Nessa hora, é aguentar e segurar a onda! Logo, logo a alma volta a respirar e se aviva como nunca.

A mente fica tentando entender o que se passa. E disso tenho convicção: ela gosta mesmo é de atrapalhar.

Para entrar nos eixos de novo voltamos a ele — o silêncio. Exige esforço para colocar em prática, mas acredito, de verdade, que vale cada minuto.

Por aqui, a prática nem sempre atende aos desejos, mesmo assim, o sol tem brilhado mais pelo caminho, respirar tem fluído com mais facilidade e sempre vejo algumas flores a me acompanhar.

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