O poder do silêncio

Eu acredito no poder do silêncio.

Aprendi a acreditar ali atrás, umas duas ou três esquinas antes.

Até chegar aqui andei por vários caminhos e, em todos, algum barulho me incomodava.

A princípio nada grave, mas, de repente, lá estava eu, tentando não prestar atenção aos incômodos.

Talvez fossem meus ouvidos desenvolvendo maestria. Porque, à medida que aquietava, os incômodos diminuíam, e o que eu ouvia se multiplicava.

Seguindo adiante, senti recuperar minha capacidade de ver (sim, eu uso óculos), especialmente o que vinha de dentro.

E vou te dizer: essa conexão entre os sentidos é mesmo algo de poder, porque daí ao sentir foi um pulo. Aliás, deveriam sempre andar de mãos dadas.

Quando chegou ao coração, remexeu tudo: fui capaz de ouvir, sentir e ver, tudo de uma vez.

É um negócio maluco!

Leva tempo e faz a gente entrar em surto.

Nessa hora é aguentar, segurar a onda! Logo, logo a alma volta a respirar e se aviva como nunca.

A mente fica tentando entender o que se passa. E disso tenho convicção: ela gosta mesmo é de atrapalhar.

Para entrar nos eixos de novo voltamos a ele — o silêncio. Exige esforço para colocar em prática, mas acredito, de verdade, que vale cada minuto.

Por aqui, a prática nem sempre atende aos desejos, mesmo assim, o sol tem brilhado mais pelo caminho, respirar tem fluído com mais facilidade e sempre vejo algumas flores a me acompanhar.

Publicado por Lu Raimann Soares

{ Não deixar a vida pra depois! } Depois que decidi (levei 40 anos pra isso!) tenho me esforçado para manter algumas coisas presentes todos os dias: respirar fundo e com vontade, caminhar, meditar, me manter flexível (o corpo, a mente, a alma) e o mais leve que conseguir. Botar ordem no que for possível, fazer coisas que me inspiram - o que inclui usar minha imensa curiosidade sobre o mundo pra absorver tudo que eu puder - e agradecer por tudo e todos que me fazem uma pessoa FELIZ e um ser HUMANO MELHOR. O VIVER E CONTAR surgiu dessa decisão. Num momento da vida em que dobrei a esquina e decidi mudar de direção. Precisava viver. Sem todos os medos e aflições que sempre tive. Mas pra isso, precisava antes visitar lugares que nunca tinha ido antes. Lugares internos, profundos, de autoconhecimento. Lá, encontrei muitos espelhos, que me colocaram frente a frente com faces minhas que nem sabia que existiam. Algumas bem difíceis de ver, várias menosprezadas e outras bem surpreendentes. Muitos aprendizados vieram. E um tempo de reclusão e introspecção. Mas a vida não expande apenas para dentro. Ela vive para fora. Precisa fluir na direção do que faz crescer. As percepções e aprendizados precisavam sair e serem compartilhadas. E aqui estou. Hoje posso dizer que me reencontrei. E a principal reconexão foi com minha essência feminina, que tem ganhado voz de várias formas: na minha arte com linhas e bordados; no tarot, parceiro fiel na conexão com o grande invisível que existe em nós e no universo; nas vivências e encontros que tenho planos de promover com mulheres F*** que encontro pelo caminho. Viver e Contar é um plano simples. Um troca. Se você chegou aqui, sinta à vontade para participar. Vou adorar te conhecer.

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